o não-património #3, por ssru

A Rua da Vitória é uma via singular, sem dúvida, bastante ’sui generis’. Para além disso também nos diz muito, toca-nos ao coração, bem como toda a Freguesia com o mesmo nome (que já de si é um nome fantástico), uma das que aglomera um grande número de património classificado monumental da Cidade.

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Comparando morfologicamente o actual traçado com a planta de 1892, verificamos que pouca coisa mudou. É quase uma ‘estrada’ rural, cheia de muros altos que guardam jardins e logradouros dos edifícios situados nas ruas contíguas.

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Um desses altos muros (que pertence à extinta FDZHP) possui uma das mais estonteantes paisagens urbanas, uma vista de cortar a respiração, digna de um Património da Humanidade. Durante a guerra civil portuguesa, serviu de ponto estratégico de defesa da Cidade às tropas de D. Pedro que combatiam o seu irmão D. Miguel – a Bataria da Vitória (na face do muro ainda encontramos algumas mossas provocadas pelas balas dos canhões miguelistas que disparavam do lado sul, de Gaia).

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Esta é uma das ruas do Porto de difícil acesso a uma viatura de emergência, certamente uma das 40 de que se falou nos ‘media’ recentemente, mas nem assim advogamos a destruição do património edificado para melhoria da circulação.

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Os veículos de emergência devem adaptar-se e  terem as dimensões adequadas para permitir uma rápida intervenção, para além dos meios passivos de resposta, e das acções de prevenção, que não se vêem. Porque por aqui não faltam casas em ruína para arder mais rapidamente, o lixo que vizinhos pouco civilizados atiram para as propriedades desertas… e automóveis, por todo o lado, a impedir a circulação!

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Estas imagens mostram, apesar do que dizem os responsáveis por esta cidade, que o Centro Histórico merece mais e melhor do que aquilo que tem!!!


centro histórico do porto

por fernando távora, arquitecto

«Dir-se-ia que, perdido o pé, nos afundamos num mundo que desconhecemos porque não é nosso, porque é consumido por nós. No mundo natural, no mundo visual, no mundo cultural, o homem vê desaparecerem os seus elementos de identificação, o seu território, o seu sistema de relações.»

a cidade, por albano martins

«Uma cidade pode ser apenas um rio, uma torre, uma rua com varandas de sal e gerânios de espuma.(...) Uma cidade pode ser um coração, um punho.»

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A nova página de NOTÍCIAS foi actualizada a 04 de Março de 2010.

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