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	<title>ssru . sociedade secreta de reabilitação urbana &#187; ribeira</title>
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	<description>&#34;...podes até querer demolir a Torre dos Clérigos, desde que no seu lugar consigas propor algo melhor...&#34;</description>
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		<title>a asfixia democrática, por ssru</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 23:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ssru</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os administradores deste Sítio embarcam em modas e decidem articular sobre um tema que dominou as atenções nas últimas campanhas eleitorais, para mal dos pecados de todos os portugueses. Contudo não desejamos debruçar-nos sobre as ‘escutas’ que tanto perturbaram o Palácio de Belém e o Presidente da Nação, mas antes a videovigilância de espaços públicos, ruas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ssru.wordpress.com&blog=4218090&post=2183&subd=ssru&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os administradores deste Sítio embarcam em modas e decidem articular sobre um tema que dominou as atenções nas últimas campanhas eleitorais, para mal dos pecados de todos os portugueses. Contudo não desejamos debruçar-nos sobre as ‘escutas’ que tanto perturbaram o Palácio de Belém e o Presidente da Nação, mas antes a videovigilância de espaços públicos, ruas e praças do Centro Histórico do Porto, nomeadamente na Ribeira.</p>
<p><a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/10/vigilancia-03.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2193" title="vigilância 03" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/10/vigilancia-03.jpg?w=485&#038;h=355" alt="vigilância 03" width="485" height="355" /></a></p>
<p>A troco de rapidez, conforto e segurança uma rede de tecnologias tão aperfeiçoada, englobando sistemas complexos como satélites de observação, passaportes biométricos, câmaras de videovigilância, etc., prometem proteger-nos da criminalidade e do terrorismo. Dessa forma agimos como <strong>cúmplices</strong> da ‘sociedade da vigilância’ que nos observa, nos monitoriza e classifica. Os nossos cartões bancários dizem o que gastamos e onde o fazemos, os nossos telemóveis deixam-nos contactáveis 24 horas por dia, o GPS georeferencia-nos e guia-nos no caminho, quando usamos a Via Verde sabe-se onde andamos, a Internet coloca o Mundo dentro do nosso computador encurtando as distâncias e ajudando a diminuir a nossa solidão.</p>
<p>Afinal de que temos nós tanto medo e quais as vantagens de um sistema de segurança que nos limita e tolhe um direito fundamental – <strong>a privacidade</strong>?</p>
<p>Segundo os especialistas os medos de hoje estão intimamente ligados ao contexto de uma sociedade mais próspera que receia ver o seu património e a sua integridade física ameaçados. Receia as catástrofes, o terrorismo e embora Portugal não esteja no centro da atenção das grandes ameaças e alvo do flagelo da grande criminalidade a verdade é que as nossas vizinhanças próximas estão cada vez mais perigosas.</p>
<p>E o pânico aumenta quando os nossos políticos e a nossa comunicação social não se cansa de repetir vezes sem conta, as possibilidades de pandemias e atentados, um sem número de castigos terrestres&#8230; o que dilata o efeito emocional de insegurança nos cidadãos.</p>
<p>Diz-se então, que “o binómio liberdade e segurança é indissociável”, para termos um pouco mais de segurança temos que abdicar igualmente da nossa liberdade. Dizem que a segurança tem que existir, que é um reflexo das sociedades modernas e que quando bem controlado, por quem de direito, é um excelente método de dissuasão não só na criminalidade comum, no assalto de rua e a lojas, como também na criminalidade organizada e no terrorismo. Posteriormente é um bom instrumento de ajuda na investigação criminal.</p>
<p>A realidade parece ser bem diferente. O exemplo de um sistema de cerca de <strong>25 milhões</strong> de câmaras de videovigilância existentes no Reino Unido não se revela eficaz na prevenção da criminalidade. Os responsáveis policiais britânicos dizem que o resultado é um completo fiasco, que ninguém tem medo das câmaras e apenas 3 por cento dos crimes foram resolvidos com a ajuda do sistema. Por outro lado o efeito dissuasor e preventivo das câmaras, sobretudo nos ataques pessoais, é extremamente frágil porque há indivíduos que não se incomodam com o facto de estarem a ser filmados, o que no caso particular dos terroristas até lhes agrada o facto dos seus actos ficarem dessa forma perpetuados.</p>
<div id="attachment_2194" class="wp-caption alignnone" style="width: 495px"><a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/10/vigilancia-02.jpg" target="_blank"><img class="size-thumbnail wp-image-2194  " title="vigilância 02" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/10/vigilancia-02.jpg?w=485&#038;h=355" alt="vigilância 02" width="485" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">no prédio à direita vemos ainda um sistema particular de recolha de imagens</p></div>
<p>Em Portugal a legislação prevê a utilização da videovigilância na via pública para o trabalho das polícias e permite às Câmaras Municipais a possibilidade de serem estas a solicitar a instalação do sistema junto do Ministério da Administração Interna, que por sua vez pede à CNPD – Comissão Nacional de Protecção de Dados, a emissão de um parecer que é vinculativo.</p>
<p>A CNPD tem na sua página Internet um <a href="http://www.cnpd.pt/bin/orientacoes/principiosvideo.htm"><strong>artigo</strong></a> cuidado e extenso, que tem o título de “PRINCÍPIOS SOBRE O TRATAMENTO DE VIDEOVIGILÂNCIA”. Lendo isto ficamos conscientes do verdadeiro problema, cujo fenómeno em termos de pedidos à Comissão variou de 67 em 2000, para os 2667 pedidos de parecer em 2007.</p>
<p>Mas relembrando o caso da Ribeira do Porto, falamos de um assunto antigo que começou a evoluir muito mais rapidamente a partir daquele fenómeno de violência, que posteriormente se traduziu numa operação policial conhecida como &#8220;Noite Branca&#8221;, na sequência de uma guerra territorial entre membros de grupos com ligações à segurança privada de discotecas e bares da cidade.</p>
<p>Polémicas à parte sobre quem propõe a instalação, sobre todas as vezes que se falou sobre o assunto na comunicação social, a mudança do operador que atrasou a entrada em funcionamento e os proveitos políticos que daí possam ter resultado, o sistema lá está a funcionar, inaugurado com pouca pompa e menos circunstância pelo Sr Ministro e respectivo Gabinete, estando previsto funcionar durante um ano, conforme previsto na Lei, sendo que o seu custo terá orçado os 170 mil euros(?).</p>
<p><a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/10/vigilancia-01.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2196" title="vigilância 01" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/10/vigilancia-01.jpg?w=485&#038;h=355" alt="vigilância 01" width="485" height="355" /></a></p>
<p>A nossa posição sobre este assunto é muito clara: só por si, um sistema de videovigilância não é e não substitui o papel de um agente da autoridade. É fundamental o policiamento de proximidade, que só se consegue com a colocação de agentes a desempenhar o papel preventivo, o auxílio imediato às vítimas, o conhecimento factual e o tratamento objectivo de dados, conhecendo as pessoas pelo nome, zelando pela segurança dos cidadãos.</p>
<p>Para corroborar esta nossa opinião, correndo o risco de nos repetirmos tal como no artigo anterior, socorremo-nos de alguém que tem o poder de colocar em palavras simples, grande parte daquilo que pensamos. Trata-se do Ilustríssimo Professor Dr. Manuel Veiga de Faria, Coordenador para a área de actividade do direito da informática e das novas tecnologias, da sociedade de advogados “José Pedro Aguiar-Branco &amp; Associados, RL”. Num curto e esclarecedor vídeo, colocado na <a href="http://www.jpab.pt/"><strong>página</strong></a> Internet da JPAB &#8211; Sociedade de Advogados, intitulado “Câmaras de videovigilância na Ribeira”, o especialista explica melhor do que ninguém este assunto, pelo que consideramos fundamental que os nossos leitores façam o favor de assistir: <a href="http://www.jpab.pt/Videos.aspx?id=139"><strong>http://www.jpab.pt/Videos.aspx?id=139</strong></a></p>
<p><strong>nota:</strong> a este respeito ler também a 5ª Cidade, num <a href="http://www.quintacidade.com/?p=1256" target="_blank"><strong>artigo</strong></a> com quase um ano, que nos remete para um <a href="http://www.quintacidade.com/?p=1253" target="_blank"><strong>texto</strong></a> soberbo com o título <em><strong><span style="color:#888888;">&#8220;Sobre o eterno retorno das &#8216;classes perigosas&#8217; &#8220;</span></strong></em></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>nota a 26 Outubro 2009</strong>: duas notícias com relevância sobre este assunto no <a href="http://www.publico.clix.pt/" target="_blank">Público</a> de hoje, &#8220;</span><span style="color:#000000;"><span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_newsTitle"><a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/26-10-2009/videovigilancia-com-patrulhas-automaticas--e-filtros-para-as-janelas-18089236.htm" target="_blank">Videovigilância com &#8220;patrulhas&#8221; automáticas e filtros para as janelas</a>&#8221; e &#8220;</span></span><span style="color:#000000;"><span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_newsTitle"><a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/26-10-2009/seguranca-na-ribeira-18089254.htm">Segurança na Ribeira</a>&#8220;.</span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>nota a 29 Outubro 2009</strong> : &#8220;<a href="http://www.grandeportoonline.pt/catalog/product.do?productId=d1dc549924298dd001245cea21db01e3" target="_blank">PSP expulsa agente com ligações à segurança na noite do Porto</a>&#8220;, num artigo do Semanário <a href="http://www.grandeportoonline.pt/catalog/welcome.do" target="_blank">Grande Porto</a>, datado de 16 de Outubro de 2009.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>nota a 31 Outubro 2009</strong> : &#8220;<a href="http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&amp;Concelho=Porto&amp;Option=Interior&amp;content_id=1406031" target="_blank">Câmaras na Ribeira filtram os alertas</a>&#8220;, texto bastante justificativo, no <a href="http://jn.sapo.pt/paginainicial/" target="_blank">JN</a> de hoje.</span></p>
<br />Posted in ribeira, segurança Tagged: centro histórico, cidadania, cmp, direitos fundamentais, legislação, património, planeamento, política, reabilitação social, segurança, videovigilãncia, zona histórica <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ssru.wordpress.com/2183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ssru.wordpress.com/2183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ssru.wordpress.com/2183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ssru.wordpress.com/2183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ssru.wordpress.com/2183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ssru.wordpress.com/2183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ssru.wordpress.com/2183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ssru.wordpress.com/2183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ssru.wordpress.com/2183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ssru.wordpress.com/2183/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ssru.wordpress.com&blog=4218090&post=2183&subd=ssru&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>a obsessão pelo supérfluo, por ssru</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 23:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ssru</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os prémios Secil de arquitectura e engenharia, têm merecido por parte dos Media uma exposição considerável, sobretudo devido ao prestígio angariado ao longo de quase duas décadas, pelos montantes em causa e pelas obras e renome da maior parte dos vencedores.
Para além destes, a Secil estimula a participação dos alunos finalistas dos cursos de arquitectura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ssru.wordpress.com&blog=4218090&post=1332&subd=ssru&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os prémios Secil de arquitectura e engenharia, têm merecido por parte dos Media uma exposição considerável, sobretudo devido ao prestígio angariado ao longo de quase duas décadas, pelos montantes em causa e pelas obras e renome da maior parte dos vencedores.</p>
<p>Para além destes, a Secil estimula a participação dos alunos finalistas dos cursos de arquitectura e engenharia a apresentarem os seus trabalhos a concurso.</p>
<p>Surpreendeu-nos, contudo, a exposição mediática que a ponte para peões recebeu, desenhada por um jovem aluno de engenharia para a ribeira do Douro, ligando as duas margens. Talvez mesmo por ser para aquele local.</p>
<p><a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/vista-do-douro-011.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1360" title="vista-do-douro-011" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/vista-do-douro-011.jpg?w=485&#038;h=355" alt="vista-do-douro-011" width="485" height="355" /></a></p>
<p>Antes de continuarmos façamos um desvio para um <a href="http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&amp;Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&amp;Option=Interior&amp;content_id=1169344"><strong>artigo</strong></a> de ontem, no Jornal de Notícias, dando conta da inauguração em Março de uma escultura evocativa da tragédia da Ponte das Barcas, no âmbito das comemorações dos 200 anos das invasões francesas.</p>
<p><em><span style="color:#888888;">(&#8230;)No processo de concepção, Souto Moura recorda que idealizou uma instalação &#8220;mais proeminente&#8221;, mas o desenho final é mais &#8220;resguardado&#8221; para salvaguardar a navegação no Douro. Uma das preocupações foi que a escultura não interferisse na paisagem.(&#8230;)</span></em></p>
<p><em></em>Tendo em mente o que acabamos de ler vamos continuar dizendo que já em 2006, também uma ponte pedestre pênsil ganhou este prémio e localizava-se junto à Ponte Luiz I, onde sobram as ruínas da anterior ponte pênsil.</p>
<p>Para além desta (e de tantas <a href="http://diario.iol.pt/sociedade/porto-pontes-rui-rio-gaia-marco-antonio-costa-projecto/977663-4071.html"><strong>mais</strong></a>), uma outra também apresentada na mesma <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1251832&amp;idCanal=10"><strong>ocasião</strong></a> e da qual se dizia <span style="color:#888888;"><em>(&#8230;)A nova ponte nascerá a 500 metros da Ponte D.Luís I, à cota baixa e a jusante da Praça da Ribeira, no Porto, e da Praça Sandeman, na marginal de Gaia, num local onde o leito do rio se torna mais largo, atingindo os 250 metros de largura.(&#8230;) </em><span style="color:#000000;">[em termos estéticos esta ponte, de Adão da Fonseca, é de longe a melhor!]</span></span></p>
<p>No estudo que o arquitecto Pedro Balonas apresentou e com o qual <a href="http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=cmp.stories/9698"><strong>ganhou</strong></a> o Concurso de Ideias da Frente Ribeirinha percebemos que: <em><span style="color:#888888;">(&#8230;) O plano, que foi atribuído ao arquitecto portuense Pedro Balonas, vencedor do concurso público internacional lançado para o efeito, prevê também duas pontes, uma pedonal entre a zona da Alfândega e o extremo oeste do Cais de Gaia, e a outra que sairá para Gaia frente à Rua de D. Pedro V. </span></em><em><span style="color:#888888;">Ambas têm como função principal aliviar os centros históricos de Porto e Gaia da pressão do tráfego automóvel de atravessamento do Douro. </span></em><em><span style="color:#888888;">&#8220;Estas novas pontes serão à cota baixa, mas terão que possibilitar o trânsito dos navios de grande porte que agora circulam no rio, pelo que serão alinhadas, em termos de altura, com o tabuleiro inferior da ponte de D. Luís&#8221;, disse.(&#8230;)</span> </em><a href="http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1012824"><strong>aqui</strong></a>!</p>
<p>Um projecto de uma ponte para peões como aquele que ganhou o Prémio Secil Universidades 2008 e para o local indicado é simplesmente <strong>intolerável</strong>. Mesmo como exercício pedagógico deixa tudo a desejar uma vez que os pressupostos (expressos no texto que acompanha o desenho) se encontram mal fundamentados e de incompreensível aplicação à realidade. Por muito transparente (?) que esta ponte seja, localiza-se num conjunto paisagístico urbano que foi classificado como Património da Humanidade e em nada contribui, nem com a necessidade da sua existência, para o enriquecimento desse património. O que significa que, estando a mais, não faz falta.</p>
<p>Com algum risco enunciamos a nossa visão do problema e indicamos um caminho para a sua resolução. Com risco porque é tão fácil dizer disparates e acertar é sempre mais difícil.</p>
<p>Cremos que um dos principais problemas do Centro Histórico e do Porto, é sem dúvida o problema do trânsito e do excesso de automóveis numa cidade espartilhada e morfologicamente acidentada como esta.</p>
<p><a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1362" title="douro-01" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-01.jpg?w=485&#038;h=306" alt="douro-01" width="485" height="306" /></a></p>
<p>Muitas são as soluções para a cota alta, mas para a <strong>cota baixa</strong> existe apenas a tão velhinha ponte de ferro, cujo tabuleiro superior já mudou as suas funções. Acreditamos que está na hora do tabuleiro inferior da Ponte Luiz I passar a ser a nossa &#8220;ponte pedestre&#8221;. A circulação automóvel ficaria reduzida a veículos de emergência.</p>
<p>Só este facto revolucionaria toda a zona envolvente de um lado e do outro da actual ponte, acabando, finalmente, o conflito de trânsito existente do lado do Porto para entrar e sair do túnel da ribeira e para os lados de Gaia e Gondomar. As zonas para peões poderiam ser alargadas até à frente ribeirinha da Gustave Eiffel, uma vez que seria necessário apenas duas faixas de rodagem (vejam o passeio junto ao funicular, ridículo!), terminando com o entroncamento.</p>
<p>Em sua substituição necessitamos de uma nova ponte rodoviária à cota baixa, para que, com menos conflito e mais afastada do Centro Histórico, possa melhorar a circulação automóvel entre as duas margens. Assim, talvez fosse possível construir uma ponte de tal forma &#8220;<strong>esbelta e transparente&#8221;</strong> entre o cais da Alfândega e o estaleiro de construção de barcos rabelos no cais de Gaia, com cota suficiente para as actuais embarcações poderem passar.</p>
<p><a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-02.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1363" title="douro-02" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-02.jpg?w=140&#038;h=120" alt="douro-02" width="140" height="120" /></a> <a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-03.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1364" title="douro-03" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-03.jpg?w=140&#038;h=120" alt="douro-03" width="140" height="120" /></a> <a href="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-04.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1365" title="douro-04" src="http://ssru.files.wordpress.com/2009/03/douro-04.jpg?w=140&#038;h=120" alt="douro-04" width="140" height="120" /></a></p>
<p>Em alternativa às duas pontes à cota baixa (pedestre e rodoviária), previstas no último estudo aprovado de Pedro Balonas, julgamos ver resolvida a maioria dos problemas apenas com uma. Aliás, a localização de uma ponte rodoviária junto a Massarelos e a esta cota, nada resolve em relação ao CHP, como irá impedir a realização de saudosas regatas de navios veleiros que o Porto não vê há alguns anos, podendo chegar pelo menos até à Alfândega!</p>
<p>Estaríamos a transferir os problemas da Ponte Luiz I para aqui? Talvez. Mas temos habilitações e tecnologia para minimizar os estragos, mais do que em séculos anteriores.</p>
<p>Acreditamos que é em momentos de dificuldades que a racionalidade impõe que deixemos de lado equações supérfluas, diríamos até, <strong>delinquentes</strong>, mesmo que a tendência seja para que muitas cidades de Portugal já tenham a sua &#8216;ponte pedonal (?)&#8217;, o que lhes tem servido de pouco quando enumeramos a longa lista de <strong>verdadeiras carências básicas</strong> de que os cidadãos vão padecendo.</p>
<br />Posted in ribeira Tagged: centro histórico, cidade do porto, construção, ippar, património mundial, planeamento, zona histórica <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ssru.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ssru.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ssru.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ssru.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ssru.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ssru.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ssru.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ssru.wordpress.com/1332/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ssru.wordpress.com/1332/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ssru.wordpress.com/1332/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ssru.wordpress.com&blog=4218090&post=1332&subd=ssru&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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