a tolerância zero, por ssru

Inevitavelmente, numa desenfreada azáfama, prestes a findar o mandato para que foram investidos, os diferentes administradores da SRU desdobram-se em descoordenadas entrevistas e súmulas para a comunicação social, parecendo até competir entre eles.

Na ânsia de “mostrar serviço” deparamos com algo tão grave como a própria degradação, ou seja, o número alarmante de obras sem licença administrativa para tal. Digamos que poucas são as obras que, ao abrigo do estatuto da SRU, se iniciam depois de percorridos todos os formalismos necessários para que isso aconteça.

Poderemos perguntar se haverá algum mal nisso e a nossa resposta é clara – SIM.

Sob a atenção geral dos Portuenses e do País, a Porto Vivo não se pode dar ao luxo de cometer erros grosseiros como a mais básica violação da Lei em vigor, dando lugar à costumeira “lei do desenrascanço”, do chico-esperto que se julga melhor que os outros e faz ‘mais e melhor’ do que aqueles que cumprem. Não pode transmitir aos seus parceiros que a sua competência em gerir parte tão importante da Cidade é traída por tão vulgar erro.

A Porto Vivo chega mesmo a publicitar a colocação de novas telas em 3 edifícios (são 10 edifícios em 3 processos de reabilitação), tendo todos eles iniciado as obras em situação irregular, que alguns ainda mantêm.

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(No caso documentado pela fotografia falaremos ainda dos materiais utilizados, como é o caso da caixilharia em PVC, que “imita” tão bem a tradicional madeira pintada a esmalte [ironia])

Qual a tolerância que devemos ter perante estas situações? – é a nossa próxima pergunta!

A quem de direito a resposta que todos merecemos.

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