os pormenores que contam #01, por ssru

Numa alegoria cinematográfica a filmes ‘western’ apresentamos alguns pequenos pormenores, cujo impacte numa edificação é deveras intenso e que poucas pessoas parecem dar importância.

Sabemos que a Câmara Municipal do Porto deixou de ter uma fiscalização digna desse nome, quanto mais uma que seja sensível a este tipo de assunto e da parte da Porto Vivo, a ter em conta alguns exemplos já anteriormente referidos, nada se poderá esperar de alguns dos técnicos desenquadrados da realidade local e de outros que tinham a responsabilidade de saber fazer (porque transitaram do CRUARB) mas que continuam a cometer os mesmos erros, com a agravante de ambos possuírem um problema de degradação cada vez maior… uma verdadeira ‘cowboiada’.

Assim, vejamos estas caixilharias:

O BOM

 O n.º 49 da Rua da Reboleira é um excelente exemplo de uma primorosa reabilitação, do cuidado depositado em cada pormenor. É o caso desta porta de entrada, de tom escuro como é tradicional. Nos andares superiores optou-se por manter a mesma cor, algo que talvez pudesse ter sido mudado para cores mais claras ou o branco nos painéis que abrem e o aro escuro.

O MAU

Por contraste com o anterior, ao n.º 19 da mesma rua não lhe bastava as obras terem sido feitas ilegalmente, mas também tinham que ser deste calibre indescritível… quase sem palavras, sufocante! Isto é Património da Humanidade?!

O FEIO

A qualidade dos caixilhos dos pisos superiores (tirando um descontrolo no desenho da bandeira) não foi suficiente para se reflectir na entrada do nº 73 da Rua do Infante D. Henrique, que merecia um melhor desenho de porta, ainda piorado porque foi envernizada, com ‘madeira à vista’, quando deveria ser esmaltada com cor escura.

E O VILÃO

Este edifício da Rua do Infante D. Henrique, onde estava a Lusitânia Seguros, foi um dos primeiros do Quarteirão do Infante a ser licenciado pela SRU. Assim de longe ele “até está bestial”, mas ao perto podemos dizer que – não falando das lajes em betão, daquele último piso com um revestimento a ‘imitar’ chapa enferrujada mas que é mesmo cimento ondulado pintado e da reposição dos vãos do rés-do-chão em placagem com aresta cortada a 45 graus a imitar uma moldura tradicional de granito (?) – aqueles caixilhos têm todos um ‘postiguinho’ em cada folha, o que lhe dá um ar de aldrabão. Podemos compreender o ‘para quê’, não percebemos o ‘porquê’?

Quando todos falham – até o IPPAR – podemos contar com quem?

É que a proporção, na realidade, é muito maior do que 3 para 1…!!!

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