a tolerância zero #2, por ssru

A gestão urbanística realizada pela Porto Vivo não é, nem podia ser, idêntica à da Câmara Municipal do Porto. É uma gestão baseada na proximidade que um “Documento Estratégico” é capaz de conferir, pró-activa e não passiva como a CMP, que espera que os proprietários entreguem os projectos de reabilitação.

Ali os proprietários são chamados a cumprir o seu dever de reabilitar os seus edifícios, sózinhos ou em parceria, mas todos são chamados e todos são responsabilizados.

É por esse motivo que podemos concluir que uma obra ilegal que esteja a decorrer num Quarteirão Prioritário é, inevitavelmente, do conhecimento do gestor desse quarteirão, de toda a equipa, bem como do Conselho de Administração da Porto Vivo. A única dúvida que nos assola é se essa obra ilegal é incentivada ou se é tolerada pela SRU (pelos motivos já expostos no artigo precedente sob o mesmo tema).

Num caso ou no outro a situação é intolerável.

O exemplo apresentado nas fotos é no mesmo quarteirão anteriormente visado, o de Sousa Viterbo. Este edifício não tem placa de obra, não tem regras de higiene e segurança activas, não terá licença para ocupar o passeio com andaimes, enfim, uma série de irregularidades que uma reabilitação em centro histórico não se pode dar ao luxo (como em qualquer outro lado), mas… tem ‘uma tela da Porto Vivo’.

A reincidência na ilegalidade é, acima de tudo, uma falta de respeito e o desprezo pela Comunidade.

Há leis neste país que proíbem e sancionam estas atitudes…!

Mesmo quando tudo é feito assim tão rápido, em poucos meses, como se nada se passasse ou nenhum mal daí viesse ao mundo!

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