o melhor exemplo, por ssru

“Os bons exemplos vêm de cima”, diz o ditado popular.

Um dos sinais mais representativos da evolução da espécie humana é a sua capacidade para, de uma forma altruísta, proteger e acarinhar as suas crianças, compreender e usufruir do saber dos seus idosos.

Hoje soubemos que existem cerca de 11.000 crianças institucionalizadas em Portugal. Todos os dias os nossos idosos são marginalizados e abandonados, até nas camas dos hospitais. Isto faz de nós, em termos gerais, uns canalhas. Negligenciamos as nossas crianças e desprezamos os nossos idosos.

Por isso “de cima”, onde quer que isso seja, o que nos chega é muito pouco e para nada tem servido. Porque efectivamente o melhor exemplo deverá ser dado por todos, cada um de nós.

Lembramo-nos disto ao lermos o blogue A Baixa do Porto, na última discussão sobre ‘sociedade civil’, ‘alma portuense’, ‘passado e futuro’ e consideramos, sem originalidade, que o exemplo deve vir de qualquer lado e chega-nos por vezes donde menos esperamos.

Nunca saberemos realmente o impacte que, até os mais pequenos gestos, poderão ter na nossa vida e na daqueles que nos rodeiam e por isso fomos ao arquivo e sacámos alguns exemplos que não deveriam vir de quem vêm (quem sabe não iniciámos aqui uma nova rubrica?!).

Há dias, um jornalista perguntou-nos “qual o impacte que temos sobre as ‘forças vivas’ da cidade?”

Nós não pretendemos mudar o mundo, nem ninguém em especial, mas uns gestos de cada vez… talvez!

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