a evidente prova, por ssru

Uma manhã húmida e ventosa da passada semana surpreendeu-nos com este pequeno aparato, na Rua dos Caldeireiros. Resulta como o corolário do que dizíamos aqui, dois artigos atrás.

O mau tempo, a incúria e milhentas coisas mais, deram-nos o pretexto para escrever este artigo, que serve de prova documental do que afirmámos acontecer com demasiada frequência no Centro Histórico do Porto. É apenas mais uma evidência de que aquilo que cai dos céus não é só chuva…

Nós até percebemos os nossos dirigentes em relação a esta matéria, não é nenhum terramoto que está para acontecer. A verdade é que nem foram eles que andaram a degradar os edifícios para agora lhes imputarmos qualquer tipo de culpa. Percebemos que não queiram provocar o pânico admitindo que de facto chovem parapeitos e caixilhos de alumínio, que entre outras coisas iria fazer aumentar os pedidos de indemnização. Vemos escrito por outras palavras que também “não querem espantar a caça” e dispersar os investimentos que possam surgir. Mas, é só isso que se pode fazer?

Já temos aqui nos vizinhos desta rua, os exemplos daquilo que se tem passado, prevendo-se um futuro tão ‘risonho’ como aquele que chegou à Rua do Clube Fluvial Portuense. Sem história e sem glória!

Para quem ainda não percebeu onde queremos chegar, bastará fazer um exercício relativamente simples: deve voltar a este local – Rua dos Caldeireiros – daqui a 6 meses e tirar uma fotografia. Guardá-la. Em seguida voltar passados 12 meses e depois dois anos, registando os momentos. Nessa altura, provavelmente uma luz brilhará e verá desvendado o segredo: “o porquê do estado em que o CHP se encontra”.

Desejamos imenso estar errados!!!

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