o funcionamento das coisas, por ssru

É lamentável, mas é assim que as coisas funcionam! Pelo menos vão funcionando, mas é lamentável ter que chegar a este ponto, o de ruptura, em que verificamos que as pessoas que nos governam e as que nos prestam os serviços públicos que nós humildemente pagamos, estão pouco importadas connosco e não nos respeitam. Daí que a comunicação social seja uma arma cada vez mais usada pelo cidadão para se fazer ouvir, para fazer tudo voltar ao normal (ou próximo do normal). Agora percebemos a razão que leva os nossos vizinhos, quando reclamam por obras nas casas onde habitam, em acto contínuo, gritarem pela TVI…

O Jornal Público interessou-se pelo nosso desafio, certamente depois da exposição que TAF lhe deu na Baixa do Porto e publicou hoje um artigo de página inteira, a demonstrar que não se chega a esta situação gratuitamente. Para um polícia municipal chegar à identificação do proprietário de um automóvel poderá demorar em média 5 minutos e para um fiscal de trânsito mandar rebocar o veículo gastará não mais de 20 minutos. No entanto só para a semana que vem é que a Câmara do Porto pretende resolver o problema. Sem que possamos confirmar, dizem-nos que ainda houve uma tentativa de “congelar” o assunto até ele ser resolvido, mas a redacção do P não ligou.

O problema resolveu-se, alguém conseguiu contactar o proprietário (que nada sabia do caso pois tinha vendido o veículo a outra pessoa, que não o registou) que tratou de arranjar um reboque e de remover o “chutomobil” da rua mais movimentada do Centro Histórico do Porto. De tarde já havia mais um lugar disponível, mas não era o lugar dos responsáveis da cidade.

foto estilo "Público", recebida por mail

O nosso agradecimento ao Público pela coragem e por ter ajudado a cumprir um dos objectivos deste Sítio.

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