o telhado de vidro, por ssru

No passado sábado, 11 de Setembro, assinalou-se em Portugal “o dia nacional do bombeiro profissional”, numa cerimónia realizada em Coimbra, com direito a parada, ministro, acompanhantes e medalhas. Por vezes a nossa curta memória faz-nos esquecer o quanto devemos estar gratos a estes homens, profissionais ou voluntários, que se dedicam a salvar vidas e bens, que nos acodem nas horas de maior aflição.

A falta de meios e de homens é sucessivamente lembrada e governo após governo, ninguém parece empenhar-se o suficiente para resolver ou minorar o problema. Este ano o dirigente da ANBP, aproveitou para lembrar, mais uma vez (apesar do esforço que o Sr. Ministro diz fazer), que a falta de homens e decisores técnicos com habilitações teóricas e práticas é uma realidade que os deixa presos ao passado. Veio exigir “(…)uma reorganização da Protecção Civil para acabar ‘de uma vez por todas com a deficiente coordenação no combate aos incêndios florestais’. ‘Depois de 2003 e 2005, pensava que não voltava a assistir a incêndios de uma semana em Portugal. Este ano alguma coisa falhou e é preciso pedir responsabilidades a quem tem capacidade decisora (…)”, disse.

Na frente urbana, também as bocas-de-incêndio andaram nas “bocas” da comunicação social e por lá se mantiveram. As últimas bocas foram as de Matosinhos que deveriam ter água a jorrar para o combate a incêndios e afinal, népia! Culpa para um lado e de volta para o outro, a verdade é que a sorte fez o favor, ainda assim, de bater à porta dos nossos vizinhos. Sim também foi sorte!

ainda podemos recorrer à fila de baldes, como antigamente...

Aqui, do lado de cá da Circunvalação, caladinhos ‘que nem ratos’, assistimos a tudo isto ignorando que só a perícia e a SORTE impediu que algo de devastador nos tivesse acometido no incêndio que deflagrou no Centro Histórico, à Bainharia, no final de Julho, aquele que demos conta num artigo anterior. Conta quem assistiu, que a tentativa dos homens que combatiam o fogo para ligar a mangueira à boca-de-incêndio, em Mouzinho da Silveira, saiu frustrada, uma vez que esta se encontrava seca. Fosse outro o tamanho do perigo e o desastre teria sido incontável. Façam só um pequeno esforço para imaginar…

Nós, aqui na SSRU não queremos saber de quem é a culpa do sucedido, nem a responsabilidade de manutenção do equipamento. Dizem-nos que os jornalistas que reportaram o sinistro foram informados do assunto pelos populares, mas que não fizeram caso, enquanto que o de Matosinhos durou semanas. Nós não acreditamos em conspirações, só mesmo em bruxas. Só queremos dormir descansados e que a água não falte quando é mais precisa e a quem precisa dela. O resto é “política zero”!

pela 'afeição' que estas grades têm pela boca-de-incêndio, percebe-se que há muito para fazer!

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