a carta ao Paulo Ponte, por ssru

Caro Paulo, nós por cá estamos todos muito bem. Serve esta carta aberta para vos enviar as maiores felicitações pelos feitos conseguidos até agora e também para vos lançar um desafio.

A inauguração foi um estrondo, desde a discrição esbelta dos convites, à excelência dos espectáculos da abertura, o vosso profissionalismo tem escondido pequenas falhas que nem apetece lembrar. Estavam lá muitos amigos que não víamos há muito tempo. Foi “porreiro” o senhorio ter aparecido, mesmo depois de ter ameaçado que não punha lá os pés, se vocês não tivessem tudo legalizado. É que nem foi difícil convencê-lo que esta não era diferente de outras vezes em que foi o convidado de honra na inauguração de espaços, com o processo por concluir.

O frio e a chuva têm incomodado um bocadinho, mas quando é para sair de casa e ir ao Hard Club, nada nos impede. Tem corrido tudo muito bem, quase que melhor era impossível. Em apenas dois meses a quantidade e a qualidade dos espectáculos e eventos foram elevadíssimas. Só podemos desejar que continuem o bom trabalho que têm feito até aqui, sempre a melhorar e a exigir mais de vocês próprios.

E é por isso que queremos lançar aqui um desafio: tendo o Paulo responsabilidades no campo artístico e prevendo-se que a vossa actividade aumente, pelo menos é isso que esperamos, seria desejável que a inundação de cartazes, colados de forma indiscriminada e alguns em locais onde nunca existiram, fosse interrompida de imediato. Uma vez que a situação é de todo intolerável (até pela sua avalanche) julgamos que não faltará o engenho e a arte ao pessoal do Hard Club para descobrirem uma forma de se anunciarem aos portuenses, preservando o ambiente da cidade que dizem estimar, salvaguardando um património do qual dependem. Uma vez que tudo tem um preço, é só uma questão de prioridades!

rua de mouzinho da silveira

rua dos clérigos

rua dos caldeireiros

praça de gomes teixeira

praça de gomes teixeira

Abraços e Beijos, desta vossa equipa ao dispor, SSRU.

P.S. os azulejos são fabulosos, mas tínhamos razão: só vinte por cento estão à mostra…

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