a narrativa simples, por ssru

Este fim-de-semana não fomos a nenhuma manifestação de indignação, também por causa dos grandes substantivos abstractos, mas sobretudo porque depois do dia 12 de Março de 2011, apenas havia lugar para uma nova revolução, nada mais!

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António Lobo Antunes, que tanto admiramos, deu uma entrevista à RTP, convidando para sua casa a jornalista Fátima Campos Ferreira, 14 de Outubro de 2011.

“(…) Eu não consigo perdoar à classe politica e aos grandes grupos económicos aquilo que nos aconteceu. (…) Como é que as pessoas podem confiar, se as pessoas que nos falam não são confiáveis? Se o discurso delas muda constantemente? Se não são capazes de manter promessas e se a cultura para elas é apavorante? Porque é que há tanta novela? Porque é que há tanto programa mau? (…) Não sentia amor neles, nunca senti! E senti sempre que o amor era falso. (…) è como no tempo de Salazar, eram os grandes substantivos abstractos: Honra, Pátria, Glória… e por aí fora!

(…) Porque é que não queremos que as pessoas sejam cultas? (…) è evidente que um povo culto não aceita isto. (…) Quem está em crise são os Países onde a cultura é menos desenvolvida e foi menos apoiada. Isto é óbvio, é tão evidente!

(…) E as pessoas, a maneira como elas beijam as crianças!? Não sinto neles nenhuma vontade genuína, do coração, em beijar criancinhas.(…)”

“… ai Lurdes, Lurdes, o que foi aquilo?”

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