os miseráveis, por ssru

Nos primeiros nove meses deste ano, a PSP e a GNR registaram 22.483 queixas por violência doméstica – um número que equivale, em média, a 2498 participações por mês e 83 por dia. Na lista de distritos em que ocorrem mais casos, Lisboa surge em primeiro lugar, com 5237 participações, seguido do Porto (4757) e Setúbal (1762). Juntos, estes três distritos representam mais de metade das participações às polícias em todo o país. Em último lugar estão os distritos de Beja (197) e Portalegre (198).

Violência Doméstica é definida como qualquer conduta ou omissão que inflija reiteradamente sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos, de modo directo ou indirecto, (por meio de ameaças, enganos, coação ou qualquer outro meio) a qualquer pessoa que habite no mesmo agregado familiar ou que não habitando, seja cônjuge ou companheiro ou ex-cônjuge ou ex-companheiro, ascendente ou descendente.

Bem podíamos estar a falar das personagens de Victor Hugo, mas estas, infelizmente são pessoas reais e que coabitam connosco neste século. Em 2011 já mataram 23 mulheres, mas o número de crianças, idosos e homens maltratados é igualmente arrepiante. Aqueles que sobrevivem e as suas famílias, vivem uma vida de terror que não merecem. Ninguém merece! Ninguém tem o direito de maltratar assim desta maneira. Uma Mulher morta não é uma estatística, pois cada uma é uma morte a mais, para que se continue a investir na sua segurança. Aos assassinos, aos não-cidadãos, deveria ser retirada a cidadania e os direitos, pois não pode haver atenuantes para a forma como aplicam a pena de morte, para tamanha barbárie. “DIREITOS HUMANOS PARA HUMANOS DIREITOS”.

“Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (…) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos”. – Victor Hugo, 1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal (o primeiro país europeu a fazê-lo).

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Um pensamento sobre “os miseráveis, por ssru

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