e as raízes… queimam-se, por ssru

Empenha-mo-nos tanto em fazer grandes artigos, daqueles que compensem a nossa incapacidade relativamente ao anonimato, que expliquem perfeitamente o nosso ponto de vista sobre este ou aquele assunto e por vezes esquecemos o poder da imagem e que, literal ou metaforicamente, com eficácia, atinge sempre os mesmos objectivos. Por vezes, uma fotografia nem precisa de legendas… permanecendo assim, livre para a interpretação do seu observador.

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Estas imagens não têm muitas histórias: alguém plantou estas árvores e alguém as cortou. Retirou as raízes e tapou as caldeiras com novos paralelos.

 

Antes tínhamos um alinhamento de três disciplinadas árvores, um toque de terra no caos urbano, uma descaracterizada empena de edifício tapada por ramos e folhas, uma sombra aprazível, um pouso para chilreantes pássaros e menos três automóveis. Agora temos todos os opostos. E não percebemos!

Para as raízes das árvores fica esta visão “literal” como solução final. O destino que é dado às nossas raízes de portuenses, “metaforicamente” falando, cada um interpreta como lhe convém…

esta árvore sobreviveu à intervenção urbana de Fernando Távora… até agora