a pena de morte, por ssru

foto @ diariodigital.sapo.pt

Ao ler as últimas notícias do dia, somos forçados a pensar que a pena de morte é uma realidade que voltou a instalar-se em Portugal. As contas revelam que desde o início deste ano morreram 30 pessoas vítimas de crimes passionais, perpetrados pelos companheiros ou ex-companheiros, atingindo sobretudo as mulheres (26) mas também os homens (4).

No entanto, o número de vítimas de violência doméstica é bem mais extenso e o leque de indivíduos atingidos abrange as crianças, os idosos, os familiares directos e indirectos, enfim, toda uma sociedade que se afunda em desespero e angústia. Os cientistas sociais e peritos afins na matéria, dizem que é a crise que acentua a matança, mas também o período de férias quando os casais convivem mais tempo juntos, claro que também é o desemprego, ou a iliteracia e daí talvez não! Tantas vezes são só os motivos mais ridículos e mesquinhos que possam existir, como não pôr o jantar na mesa a horas…

Voltamos a este tema porque todo o esforço que contribua para a diminuição deste massacre, é apenas uma gota no oceano de sangue em que mergulhamos, enquanto cidadãos.

nota a 08 de Setembro de 2012: “O número de assassínios conjugais já ultrapassa o do ano passado”, no Expresso.

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