o espírito auto-destrutivo, por ssru

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“(…) o antigo Laranjal, o primeiro e mais importante plano urbanístico realizado no Porto, por iniciativa da Junta das Obras Públicas da Cidade criada pelo famoso João de Almada e Melo. A planta do novo bairro foi apresentada ao rei em Fevereiro de 1760 e em 29 de Julho do mesmo ano vinha a resposta “… que logo que receberdes esta carta façais alinhar, abrir e demarcar pelos oficiais de Infantaria com exercício de Engenheiros que achareis mais próprios, a rua que, em continuação da antiga chamada das Hortas, passando na forma do referido plano pelos laranjais e quinta de João Gomes…”

O bairro do Laranjal durou até 1916, ano em que começou a ser demolido para a abertura da futura Avenida. E com o Laranjal, e pelo mesmo motivo, também desapareceram os típicos lavadouros, um local muito abundante em água e onde existiam vários tanques onde ia lavar-se roupa. Havia até a Rua dos Lavadouros que também se chamou de Santo António dos Lavadouros antes da abertura daquela que veio a ostentar o nome do santo taumaturgo e que é hoje a Rua de 31 de Janeiro.

A Rua dos Lavadouros ocupava sensivelmente a actual Rua de Elísio de Melo, atravessava todo o Laranjal e ia até à cerca do convento dos Congregados, que se estendia até onde está a Travessa desta designação.(…)”, in JN – 05/06/2005.

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Até parece que está no nosso ADN portuense este espírito auto-destrutivo, mas sempre houve de entre nós quem lutou e continue a lutar para engrandecer este Porto, evocando, enfim, o tempo dos gigantes! Viv’ o Porto.

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